Ir ao conteúdo [0] | Login
"Rock'n'Roll will never die"

Últimos Posts

Feed

feed atom

Tag: 2009

A nova música descartável da Pitty

Aquela que alguns denominam a embaixatriz do rock nacional (bem, estes também votam) lançou um novo single recentemente. O resultado é uma composição que a minha pobre mente não está apta a interpretar:

Não que eu esperasse uma boa música de Pitty, mas o mais novo single consegue comprovar que o que é ruim pode ficar ainda pior. Com uma musicalidade (só para variar) genérica de rádio FM, aliada a uma letra que não chega ao nível de aprendiz de Jota Quest, está oficializada a candidatura de "Me Adora" a lixo musical de 2009!

Deep Purple em Porto Alegre, 03/03/2009

Foi na última terça-feira, dia 3 de Março de 2009, uma data para ficar marcada em minha memória. Estava ansioso para assistir pela primeira vez a um show daquela que eu considero a melhor banda do rock'n'roll: o bom e velho Deep Purple.

Fui a Porto Alegre apenas com o objetivo de ver a banda em mente. Cheguei ao teatro do Bourbon Country e fui à pista do local com o ingresso adquirido por um valor bem salgado. Minutos antes da banda de abertura Rosa Tattooada entrar, fiquei lá na grade do lado esquerdo do palco, sem dificuldade.

A banda Rosa Tattooada não é do tipo que me agrada, pois em geral considero a cena metal farofa "vazia". Convenhamos, a banda gaúcha seria a escolha mais coerente se a turnê fosse do Slaves & Masters. Contudo, eles têm experiência e demonstraram uma performance competente no palco.

Troca de palco para a entrada da aguardada banda inglesa. O teatro já parecia mais cheio, com pessoas que chegaram durante ou após (talvez evitando) a apresentação da banda gaúcha. Olhando para todos os setores da casa, pareciam bem ocupados, exceto pela pista que tinha uma folga considerável. Os preços dos ingressos e o fato de terem sido marcados 2 shows deve ter prejudicado a chance de um público maior.

21 horas e o Deep Purple abria o show daquela noite com a clássica faixa de abertura do também clássico disco Machine Head: a potente Highway Star. Parecia potente até demais para a atual condição vocal de Gillan, porém foi levada pela garra do velho e pela empolgação do público.

Fiquei de frente a Roger Glover durante grande parte do show. O carisma do homem é impressionante. Com uma presença de palco excelente e demonstrando muito bom humor, o baixista parecia olhar diretamente na cara de cada um dos presentes na pista com uma alegria contagiante, empolgando e cantando junto todas as músicas. Como de costume, Glover teve uma atuação excelente nas 4 cordas.

Do outro lado, Steve Morse conduziu o show de forma espetacular com seu virtuosismo muito bem aproveitado em momentos oportunos aliado a sua grande simpatia. Solos de bom gosto, momentos de inspiração, bela introdução para Sometimes I Feel Like Screaming, etc. Morse deixou sua marca.

Ian Paice, o genial baterista que esteve presente em toda a história da banda, atuou com muita competência, com sua pegada característica e direito a solo. É uma pena que não pude ver uma Fireball.

O tempo passa e a voz de Gillan já passou por várias fases desde os anos 70, época que o deixou consagrado como uma das melhores vozes do rock. Claro que conhecendo a situação do vocalista nos últimos anos não se pode exigir gritos, agudos inatingíveis e Child In Time do homem. O descalço Ian Gillan continua cantando com raça, alegria e no tom original das músicas, mais favorecido em músicas que exploram melhor graves e médios, mas ainda encarando uma Highway Star.

O maestro Don Airey manteve o profissionalismo nas teclas e tocou o seu tradicional solo mesclando passagem de várias músicas em certo ponto do show.

O repertório passou por músicas de várias épocas além dos solos dos integrantes. Into The Fire do disco In Rock, o single Strange Kind Of Woman de 71, Highway Star, Space Truckin e a obra-prima Lazy, as três do Machine Head. A bela Perfect Strangers dos anos 80 e The Battle Rages On, faixa título do esquecido disco de 93, o último da formação clássica. O início da era Morse foi apresentado com Ted the Mechanic e Sometimes I Feel Like Screaming. Tocaram a bela Rapture Of  The Deep e Things I Never Said do último disco. Também apareceram os instrumentais The Well-Dressed Guitar e Contact Lost. Fecharam com o hino Smoke On The Water para delírio dos presentes no teatro. Os encores foram bem previsíveis: Hush, o primeiro sucesso da banda nos anos 60, e Black Night, contando com o explosivo coro do público.

Para uma banda com uma discografia extensa, agradar a gregos e troianos na escolha das músicas é praticamente impossível. Numa região de conforto, tocam 4 das 7 músicas do Machine Head e as "obrigatórias" como Smoke On The Water e Black Night. Sem grandes surpresas de um show para outro, porém as pequenas, como ter incluído Lazy no dia 3, já agradam muito. O setlist foi ótimo para a banda de mais de 40 anos conduzir o show por cerca de 1 hora e 45 minutos com boas músicas de diversas décadas e fases, ainda mais sendo aquela a primeira vez que os vi.

Não tirei fotos nem gravei vídeos, tampouco pensei em levar câmera, mas há registros do show no YouTube, no last.fm e em algum outro canto da web.

A turnê 2009 pelo Brasil termina hoje a noite com um show em São Paulo. Os shows já feitos no país durante a semana foram: Porto Alegre nos dias 2 e 3, Florianópolis no dia 5 e o primeiro de São Paulo na noite de ontem.

Viva o Deep Purple! Viva o bom e velho rock'n'roll!